terça-feira, 27 de novembro de 2012

A HISTÓRIA DO CIGARRO: A EVOLUÇÃO DE UM PRODUTO POLÊMICO


Por Artur Reis

Aproveitando o contexto atual marcado pela polêmica sobre os efeitos nocivos do fumo, apresento a seguir uma breve retrospectiva da evolução do cigarro como produto, com foco na indústria tabagista, a partir da coletânea de diversas publicações encontradas sobre o tema.


Cigarros Prince Albert da Reynolds

O objetivo é tentar prover uma perspectiva mercadológica do desenvolvimento do cigarro como produto, influenciado por fatores sócio-culturais, econômicos, históricos, geográficos, etc.

Não é, portanto, objeto desta postagem fazer críticas à indústria tabagista, ou ao sucesso das campanhas publicitárias e dos instrumentos de marketing usados para atrair e fidelizar consumidores. Porém é relevante mostrar como o mercado e as indústrias tabagistas se moldaram, diante das pressões e das regulações feitas pela sociedade e pelos governos de diversos países, em função dos graves problemas de saúde causados pelo fumo. Acredito que essa postagem possa também ajudar a explicar o surgimento de conglomerados industriais a partir da tendência de diversificação da indústria tabagista.

Para a elaboração dessa postagem, recorri a diversas publicações sobre o tema, muitas das quais foram  traduzidas por mim, complementadas com informações corrigidas,  comentários, fotos e imagens encontradas na minha pesquisa.

 
1 - A origem do Tabaco

Trecho traduzido do documento “História, Economia e Danos do Tabaco”, publicado pela Health Literacy - vide original em: 

O tabaco tem uma longa história originada nas Américas. Os índios Maias do México esculpiam desenhos em pedra mostrando o uso do tabaco. Estes desenhos datam de algo entre 600-900 DC. O tabaco era cultivado pelos índios americanos antes dos europeus saírem da Inglaterra, Espanha, França e Itália para a América do Norte. Os nativos americanos fumavam tabaco através de uma espécie de tubo para fins religiosos e médicos. Eles não fumavam todos os dias.
O tabaco foi a primeira safra cultivada com fins comerciais na América do Norte. Em 1612 os colonos da primeira colônia americana em Jamestown, na Virgínia, plantavam o tabaco como cultura de rendimento. Era a sua principal fonte de dinheiro. Naquela época as outras culturas comerciais eram o milho, algodão, trigo, açúcar e soja. O tabaco ajudou a financiar a Revolução Americana contra a Inglaterra. Além disso, o primeiro presidente dos EUA também cultivava tabaco.
Por volta de 1800, muitas pessoas passaram a consumir pequenas quantidades de tabaco. Alguns mastigavam.  Outros fumavam ocasionalmente através de um tubo, ou enrolavam manualmente o cigarro ou o charuto. Em média, as pessoas fumavam cerca de 40 cigarros por ano. 
Os primeiros cigarros comerciais foram feitos em 1865 por Washington Duke em sua fazenda de 300 acres em Raleigh, Carolina do Norte. Seus cigarros de palha eram vendidos aos soldados no final da Guerra Civil.

Fonte: http://www.appalachianhistory.net/2012/08/origin-of-phrase-dukes-mixture.html

2 – A Evolução da Indústria do Tabaco

Segue agora a minha tradução de um trecho do estudo publicado pela Faculdade de Direito da Universidade de Dayton, que apresenta detalhes sobre a evolução da indústria tabagista, incluindo algumas correções. Vide: http://academic.udayton.edu/health/syllabi/tobacco/history.htm


O Novo Mundo descoberto
Em 15 de outubro de 1492 Cristóvão Colombo, ao chegar à América, recebeu como presente dos índios americanos, folhas de tabaco secas. Logo depois os marinheiros trouxeram tabaco de volta para a Europa e essa planta passou a ser cultivada em toda a Europa.
A principal razão para a crescente popularidade do tabaco na Europa eram suas supostas propriedades de cura. Os europeus acreditavam que o tabaco poderia curar quase tudo, de mau hálito ao câncer. Em 1571, um médico espanhol chamado Nicolas Monardes escreveu um livro sobre a história das plantas medicinais do mundo novo. Nessa publicação, ele alegava que o tabaco poderia curar 36 problemas de saúde.


Fonte: Website Grenswetenschap
Em 1588, Thomas Harriot, um reconhecido inglês (matemático, astrônomo, etnógrafo, tradutor e explorador) escreveu um extenso livro narrando seus achados em sua viagem a Virgínia, detalhando os hábitos dos nativos do Novo Mundo (englobando Flora, Fauna, recursos naturais). Esse foi o primeiro livro em Inglês sobre a nova terra que passou a ser referência. A partir de seus estudos Harriot promoveu o fumo como um caminho viável para uma dose diária de tabaco. Infelizmente, ele morreu de câncer de nariz (porque na época era comum inspirar a fumaça do fumo pelo nariz).
Durante os anos 1600, o tabaco ficou tão popular que chegou a ser negociado como moeda! O tabaco era literalmente, "tão bom quanto o ouro!" Este foi também um momento em as pessoas passaram a perceber alguns dos efeitos perigosos do tabaco. Em 1610, Sir Francis Bacon percebeu que tentar acabar com o mau hábito era algo muito difícil!

Em 1632, 12 anos após o navio Mayflower¹ chegar a Plymouth Rock, fumar publicamente era ilegal em Massachusetts. Isso tinha mais a ver com as crenças morais da época, do que preocupações de saúde sobre o tabagismo.
 Em 1760, Pierre Lorillard criou uma empresa em Nova York para processar tabaco, charutos e rapé. Hoje, P. Lorillard é a empresa mais antiga de tabaco nos EUA

Obs. 1: Mayflower (literalmente "flor de maio") foi primeiro e famoso navio que, em 1620, transportou os chamados Peregrinos, do porto de Southampton, da Inglaterra, para o Novo Mundo. Fonte: Wikipédia

Tabaco: uma indústria em crescimento
Em 1776, durante a Guerra Revolucionária Americana, o tabaco ajudou a financiar a revolução, servindo como garantia para os empréstimos obtidos junto à França. Ao longo dos anos, mais e mais cientistas passaram a entender melhor os produtos químicos contidos no tabaco, bem como os efeitos nocivos a saúde que o fumo produzia.
Em 1826, a forma pura da nicotina é finalmente descoberta. Pouco tempo depois, os cientistas concluem que a nicotina era um veneno perigoso. Em 1836, Samuel Green, da Nova Inglaterra, indicava que o tabaco era um inseticida, um veneno, e que poderia matar uma pessoa. 


Em 1847, a famosa Phillip Morris é estabelecida, vendendo cigarros turcos enrolados à mão. Logo depois, em 1849, a empresa J. E. Liggett and Brother² é estabelecida em St. Louis, Missouri (empresa que recentemente esteve envolvida num grande processo).
Os cigarros tornaram-se populares nesta época, quando os soldados os levavam de volta para a Inglaterra, obtidos junto aos soldados russos e turcos. Os cigarros nos EUA eram feitos principalmente das sobras da produção de outros produtos do tabaco, especialmente de tabaco de mascar. Mascar tabaco (fumo) tornou-se bastante popular neste momento com os "cowboys" do oeste americano.

Em 1875, a R. J. Reynolds Tobacco Company (mais conhecida pela sua folha de alumínio Reynolds Wrap) foi estabelecida para produzir fumo de mascar.

Não foi até a década de 1900 que o cigarro tornou-se o principal produto do tabaco produzido e vendido. Ainda assim, em 1901, 3,5 bilhões de cigarros foram vendidos, enquanto 6.000 bilhões de charutos eram comercializados.

Em 1902, a britânica Phillip Morris inaugura a sede em Nova York para comercializar seus cigarros, incluindo a marca Marlboro (hoje famosa). Junto com a popularidade dos cigarros, no entanto, começou uma pequena, mas crescente campanha antitabaco, com alguns estados norte-americanos propondo a proibição total do tabaco. 

No entanto, a demanda por cigarros cresceu e, em 1913, a RJ Reynolds começou a comercializar sua famosa marca de cigarros chamada Camel.




Obs. 2: J. E. Liggett and Brother - em 1878 passou a ser denominada, Liggett & Myer Tobacco Manufacturing Company. Na época foi a maior empresa produtora de tabaco (fumo) para mascar. Produzia a famosa marca de cigarros L&M.

Guerra e Cigarros: uma combinação mortal

O uso de cigarro explodiu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde os cigarros eram apelidados de "fumaça de soldado".

Em 1923, a marca Camel controlava 45% do mercado dos EUA. Em 1924, Phillip Morris começa a comercializar Marlboro como um cigarro feminino, por ser "suave como o mês de Maio!

Para combater isso, American Tobacco Company, fabricante da marca Lucky Strike, começa a comercializar o seu cigarro para as mulheres e conquista 38% do mercado. As taxas de tabagismo entre adolescentes do sexo feminino logo triplicam durante os anos de 1925-1935!




Em 1939, a American Tobacco Company lança a nova marca de cigarro Pall Mall, que a permite se tornar a maior empresa de tabaco nos EUA!




Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as vendas de cigarros estavam em alta. Os cigarros foram incluídos nas rações para soldados (como comida!). As empresas de tabaco enviaram milhões de cigarros para os soldados combatentes, de graça. E quando esses soldados retornaram para casa, as empresas tiveram um fluxo constante de clientes fiéis.


Durante a década de 1950, ficou mais e mais em evidência o fato que o tabagismo estava associado ao câncer de pulmão. Embora a indústria tabagista negasse os riscos para a saúde, as empresas desenvolveram novos produtos que eram "mais seguros", como os cigarros com filtro e com menos alcatrão.

Em 1952, P. Lorillard promovia sua marca Kent com o filtro "micronite", que continha amianto! Felizmente foi descontinuada em 1956. Em 1953, o Dr. Ernst L. Wynders descobre que o alcatrão do cigarro colocado sobre as costas dos ratos provoca tumores!


Em 1954, a R. J. Reynolds lança a marca Winston com filtro. 


E em 1956 a Reynolds introduz a marca Salem, que foi o primeiro cigarro com ponta de filtro com sabor mentol.



Riscos à Saúde Revelados!
Em 1964, o relatório do Surgeon General³ (cirurgião Geral) sobre "Tabagismo e Saúde" é emitido. Este relatório ajuda em permitir que o governo americano regule a propaganda e venda de cigarros. A década de 1960, em geral, foi um momento em que grande parte dos riscos do fumo à saúde foram relatados.
Em 1965, os anúncios de cigarro de televisão são retirados do ar na Grã-Bretanha. Em 1966, as campanhas de saúde nos maços de cigarro começam a aparecer.
Em 1968 foi lançada Bravo uma marca de cigarros que não continha tabaco. Feito principalmente do alface, o produto miseravelmente fracassou como produto de massa. Contudo, instalada na Pensilvânia, nos EUA, a empresa ainda existe sob nova administração com o propósito de reduzir gradualmente a vontade de fumar.
Fonte: http://www.bravosmokes.com/
Por causa da pressão da imprensa sobre o tabaco, as grandes empresas de tabaco começaram a diversificar seus produtos. A Phillip Morris compra a Miller Brewing Co., fabricante da cerveja Miller, Miller Lite e Red DogA R. J . Reynolds Tobacco Co. descarta o “companhia de tabaco” de seu nome, se tornando a R. J. Reynolds Industries (Indústrias R. J. Reynolds). Também começa a adquirir outros produtos, tais como o alumínio. A American Tobacco Company também tira “Tabaco” do seu nome, tornando-se a American Brands Inc.


Em 1971, os anúncios de televisão de cigarros são finalmente retirados do ar nos EUA, no entanto, ainda são o produto mais fortemente anunciado seguido dos automóveis. Em 1977, o primeiro nacional Smokeout Great American* ocorre.


Em 1979, o Surgeon General emite um relatório sobre as conseqüências do tabagismo para a saúde das Mulheres. Isto é dirigido ao crescente número de mulheres que adquirem o péssimo hábito de fumar. Alguns atribuem este fato ao mote da campanha publicitária da marca Virginia Slims: "Você percorreu um longo caminho baby!"



Obs. 3 - Surgeon General (tradução: Cirurgião Geral) – Ligado ao Departamento de Serviços Humanos e de Saúde do Governo Americano, é o porta-voz líder do governo federal sobre assuntos de saúde pública.

O passado recente
Durante a década de 1980 havia muitos processos movidos contra a indústria do tabaco, devido aos efeitos prejudiciais dos seus produtos. Fumar se tornou politicamente incorreto, com muitos lugares públicos, proibindo as pessoas de fumar.
Em 1982, os relatórios do Surgeon General advertiam que o fumo passivo poderia causar câncer de pulmão. Fumar em espaços públicos passa a ser restritos, especialmente nos locais de trabalho.

Em 1985, o câncer de pulmão se tornou o assassino n º 1 das mulheres, superando o câncer de mama. A Phillip Morris continuou a diversificação dos seus negócios, adquirindo a General Foods Corporation e a Kraft Inc. em 1985. R. Reynolds também diversificou seus negócios, comprando a Nabisco (dos famosos biscoitos Oreos) e tornando-se a R. J. R. / Nabisco.

Em 1987, o congresso americano proibiu o fumo em todos os vôos domésticos com duração inferior a 2 horas. Em 1990, foi proibido fumar em todos os vôos domésticos, exceto para o Alasca e Havaí. Em 1990, os famosos sorvetes Ben &Jerry boicotam a R. J. R. / Nabisco, retirando os biscoitos Oreos dos seus produtos gelados.
Durante os anos 80 e 90, a indústria tabagista investe fortemente na comercialização de seus produtos em áreas fora os EUA, especialmente nos países em desenvolvimento na Ásia. A Marlboro é considerada a marca n º 1, mais valiosa do que qualquer outro produto, com um valor estimado em mais de US$ 30 bilhões. Durante esse período, há uma batalha entre Coca-Cola e Marlboro pela a marca número 1º no mundo.
Nos últimos, anos, há evidências crescentes que a indústria do tabaco sempre soube que os cigarros são prejudiciais, mas continuou a comercializar e vender. Há também evidências de que eles sabiam que a nicotina era viciante e explorado este conhecimento oculto de obter milhões de pessoas viciadas em este hábito perigoso! 
A verdade está lá fora!

3 – Como o Tabaco se tornou uma indústria: A contribuição de James Bonsack

Fonte: website ceskatelevize.cz
Até o início da década de 1880, o processo de produção de cigarro era manual e lento, limitando a expansão da oferta e do consumo.

O hábito de fumar cigarro se tornou realmente popular e generalizado a partir de 1881, quando James Bonsack inventou a máquina de produzir cigarros. O equipamento de Bonsack era capaz de produzir cigarros simétricos e com o mesmo comprimento, tornando-se comercialmente apelativo ao consumidor.



Com a introdução da nova máquina foi possível aumentar substancialmente a produtividade. Enquanto antes se produzia 3 cigarros por minuto (máximo de 4.000 por dia em turnos de 24 horas), a Máquina Bonsack de cigarros chegava a fazer 120 mil cigarros por dia. Ele entrou no negócio com o filho do Duke Washington, James ”Buck” Duke.

Eles construíram uma fábrica e produziram 10 milhões de cigarros em seu primeiro ano e cerca de um bilhão de cigarros cinco anos mais tarde. A primeira marca de cigarro era embalada em uma caixa com cartões de beisebol e recebeu a marca Duke of Durham. Buck Duke e seu pai começaram a primeira empresa de tabaco dos EUA, chamada de American Tobacco Company.
 
Máquina Bonsack

Em 1990 foi fundada a BritishAmerican Tobacco, joint venture entre a American Tobacco Company e a UK’s Imperial Tobacco Company.


4 –  Algumas Marcas que Fizeram Sucesso no Mercado Americano


Camels - Eles são tão saborosos!

Chesterfield - Ele Satisfaz!

Fatima - Super Suave.


L&M - Orgulho em Fumar. 


Lucky Strike - Médicos dizem: Luckies irritam menos!

Lucky Strike - É tostado. Sua proteção para garganta contra irritação e tosse.




Viceroys com Filtro - Como seu dentista eu recomendaria Viceroys.


Philip Morris - Comprovação científica: Testado na garganta.

Malboro - papai, você sempre obtém o melhor de tudo, até em Malboro! 




5 – Segmentação de Mercado

Como qualquer produto de consumo, o mercado tabagista diversificou-se seguindo tendências e padrões diferentes. Embora o foco dessa postagem seja o cigarro, vale a pena mostrar alguns dos segmentos que surgiram no processo de formação do mercado tabagista e que permanecem até hoje.


a) Charutos






b) Cigarrilhas ou cigarrilhos - normais, aromatizados, com ou sem ponteira














c) Cachimbo




d) Fumo de rolo (ou fumo de corda)




e) Tabaco de mascar (chewing tobacco)




f) Rapé




g) Cigarros de palha




Cigarrilhas Aromáticas



SEGMENTAÇÃO DE CIGARROS

Ao longo do seu ciclo de vida, o cigarro cresceu e amadureceu, entrando numa fase de declínio que se arrasta e se prolonga por muito tempo e que não sabemos quando e como irá acabar. Mesmo assim, durante esse tempo diversas categorias e linhas de produtos foram criadas de acordo com as preferências dos consumidores. É importante ressaltar que o uso das ferramentas de marketing foi essencial na criação dos segmentos e no posicionamento das marcas no mercado de cigarros. Podemos observar algumas das categorias criadas:

1 – Premium (ligado ao luxo e sofisticação) 


Treasurer
Dunhill

Nat Sherman - Fonte: Smoke Scene


2 – Estilo e elegância, sucesso, liberdade



Chanceler

Free

Free

3 – Masculino, feminino



Malboro

Malboro



Virginia Slims


Charm



4 – Com sabor – mentol
Kool
Consul Mentol - Fonte: Blog Sebo e Acervo


5 – Puro ou com filtro (forte ou suave)


California


Continental (sem filtro)

Continental (sem filtro)



 Econômico ou popular (custo x benefício)


Vila Rica

Vila Rica




7 - Esportivo (apelo esportivo)

Fonte: Speed Blog
John Player Special
Fonte: http://euro-cig.com/gallery.php?id_cap=77

Malboro Team Fórmula 1


Cigarros Foot-ball
Fonte: Baú da Propaganda

Anúncio Cigarros Goal 1922

Durante grande parte do século passado muitas campanhas fizeram a cabeça das pessoas, ajudando a associar a imagem de algumas marcas de cigarro à sofisticação, status, sucesso, charme, liberdade, determinação, aventura e esporte, etc. 


6 – Marcas famosas de Cigarros no Brasil e Curiosidades

No Brasil a evolução da indústria do cigarro se confunde muito com a história da empresa Souza Cruz. Mas vamos fazer um breve resumo:

Até a chegada de Dom João VI ao Brasil, quando assinou o alvará de 1º de abril de 1808, não era possível abrir indústrias na “Colônia” para que não houvesse concorrência com Portugal. O primeiro processo de fabricação rudimentar do fumo se limitava ao rolo de fumo. Originado da França, o “Raper Le Tabac” deu origem ao termo rapé no Brasil. Com o costume do rapé introduzido na sociedade brasileira, algumas fábricas de rapé surgiram, inicialmente, em 1817 no Rio e posteriormente na Bahia. Fábricas caseiras de charuto também foram criadas, a partir de 1808, como concorrência ao rapé, concentradas principalmente na Bahia. Uma das principais empresas com atuação neste segmento era a Suerdieck, fundada em 1892, cujos produtos eram inicialmente voltados para a exportação.


Anúncio Charutos Suerdieck

O cigarro chegou ao Brasil apenas no inicio do século XX, quando começou a canibalizar o hábito de se fumar charuto. A fabricação de cigarros se desenvolveu principalmente no Rio, São Paulo e no Rio Grande do Sul. Algumas empresas se restringiam a desfiar o fumo em corda para venda direta ao consumidor, ou para os fabricantes de cigarros. Outros faziam o beneficiamento do fumo para exportação. O clima e a geografia do Brasil se adequavam muito a plantação e o beneficiamento do fumo.


Albino Souza Cruz
Portal da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo



Cigarros Dalila -Souza Cruz
Fonte:  Jacques Broder Blog

A Souza Cruz foi fundada no Rio de Janeiro, em 25 de Abril de 1903, pelo jovem imigrante português Albino Souza Cruz que colocou em operação a primeira máquina de produção de cigarros enrolados em papel.  Uma das primeiras marcas de cigarros lançadas pela Souza Cruz foi a Dalila.

Com o objetivo de obter recursos para financiar a expansão do negócio, Albino Souza Cruz transformou a companhia em S. A., passando o controle acionário a British American Tobacco em 1914, porém permanecendo na presidência.  A partir daí a empresa cresceu, diversificou-se, tornou-se internacional e construiu usinas de processamento de fumo e fábricas em demais estados do Brasil (Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais). 

Ao longo do século passado, a Souza Cruz se tornou um exemplo de empresa bem administrada que proporcionou muitas oportunidades e benefícios para seus gestores e colaboradores. Para atingir os consumidores na ocasião do desejo de fumar, possuía uma cadeia de distribuição bastante pulverizada, que chegava a locais quase inusitados. Nas ruas, o cigarro era vendido também “a retalho”, em fiteiros, bancas de jornais, camelôs, reduzindo assim o valor o custo unitário do cigarro.

Durante as décadas marcadas pela inflação em alta, o lucro principal da empresa advinha da boa gestão do fluxo de caixa. Neste período, a principal preocupação da empresa era recolhimento imediatamente o faturamento diário, muitas vezes mais de uma vez ao dia, visando obter ganhos com a aplicação financeira dos altos tributos incidentes sobre o produto. Já com a queda da inflação e a estabilização da economia brasileira, a Souza Cruz, assim como as demais empresas da indústria tabagista, foram obrigadas a se tornar em eficientes focando no resultado operacional.

A Souza Cruz enfrentou a concorrência de diversas empresas de grande porte, entre elas a J. R. Reynolds e a Philip Morris, além de empresas nacionais de menor porte.


Algumas marcas que fizeram parte da história do mercado de cigarros no Brasil

Cigarros Julio Mesquita - Homenagem ao Jornal Estado de São Paulo

Cigarros Turcos

Cigarros Bolero

 


Cigarros Astoria

Cigarros Astoria

Cigarros Astoria


Cigarros Astoria
 
 
Cigarros Belmont
Cigarros Yolanda

Cigarros Yolanda

Cigarros Derby Club
Cigarros Elmo



Cigarros Hollywood

Cigarros Hollywood


Cigarros Hollywood

Cigarros Luxor

Anúncio Camel e Cigarros Minister

Cigarros Odalisca

Cigarros Lincoln

Cigarros Continental

Anúncio Cigarros Califórnia

Algumas Campanhas de TV

Filme Hollywood - 1970
 
Filme Hollywood The Flying Lap
 
Coletânea de Filmes Antigos Hollywood
 
Filmes Antigos Hollywood
 
Filme Hollywood, O Sucesso Miles Away
 
Filme Hollywood, O Sucesso - anos 80
 
Filme Vila Rica com Gerson
 
Filme Chanceler - O Fino que Satisfaz
 
Filme Carlton Lights - Anos 80
 
Filme Continental
 
Filme Minister - 1979
 
 
Filme Minister

Filme Plaza
 
Filme Arizona
 
Filme Charm - 1983
 
Filme Luiz XV - 1978
 

Filme antigo do Malboro

7 – Conclusão

Para finalizar deixo aqui uma mensagem de reflexão sobre a importância da indústria de cigarros no atendimento às necessidades do ser humano. Afinal, se o homem tem o desejo ou a necessidade de fumar, alguma empresa deve prover a solução.


Amostra Grátis Minister Varig

Amostra Grátis Hollywood Vasp


Free Jaz Festival CD - Fonte: Toda Oferta UOL
Joe Camelo: Ícone - Personagem de marca dos Cigarros Camel

 
Mas, até que ponto o uso de instrumentos de marketing como, campanhas publicitárias, degustação de produtos, patrocínios de eventos e técnicas de merchandising pode ser considerado antiético? Até que ponto as técnicas de marketing visando à conquista de novos clientes e fidelização dos clientes atuais podem ser consideradas como práticas inapropriadas. E até que ponto o uso das estratégias de marketing visando à conversão dos fumantes ocasionais em fumantes inveterados são abomináveis?

Gostaria de receber a sua opinião sobre esse assunto. Deixe aqui o seu comentário ou sua crítica sobre este tema. 



Fontes Consultadas:




http://freepages.history.rootsweb.ancestry.com/~earlystlouis/businessads.html

http://www.britannica.com/EBchecked/topic/340438/Liggett-Group-Inc

http://www.lorillard.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Lorillard_Tobacco_Company

http://en.wikipedia.org/wiki/Tobacco_industry#History

http://www.ranker.com/list/tobacco-companies/reference

http://www.bbc.co.uk/news/magazine-20042217

http://en.wikipedia.org/wiki/James_Albert_Bonsack

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2012/11/15/conheca-o-pai-da-invencao-mais-letal-da-historia.htm

http://www.flickr.com/photos/behindthesmoke/6050866543/sizes/o/in/photostream/

http://www.bat.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Great_American_Smokeout

http://www.benjerry.com/company/history

http://ncpedia.org/american-tobacco-company

http://www.philipmorrisusa.com/en/cms/home/default.aspx

http://almanaque.blog.br/tag/souza-cruz/

http://www.souzacruz.com.br/

http://campograndesantos.files.wordpress.com/2011/01/pag-4-001.jpg

http://www.euro-cig.com/gallery.php?id_cap=1#

http://www.forumlogistica.net/site/new/teses/pdf/01dez04_Paulo_Grigorovski.pdf

http://jacquesbroder.blog.uol.com.br/arch2009-06-16_2009-06-30.html


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Marketing Pessoal: Marca do Fotógrafo

Amigos, estou transcrevendo um artigo muito interessante escrito por Alcides Mafra e publicado no website PhotoChannel. 

O artigo traz dicas importantes para os profissionais do ramo da fotografia que querem se projetar alavancando a sua marca pessoal. Como está muito bem ilustrado na entrevista com o fotógrafo Luciano Melo, saber se posicionar é fundamental. Ou seja, se alguém quer ser reconhecido como "o bom" numa determinada área é preciso ter foco. Ser bom em tudo é difícil. E só se alcança uma determinada notoriedade depois de algum tempo de profissão. Por isso mesmo é importante se especializar numa determinada área, desenvolvendo as habilidades necessárias e aproveitando o talentos naturais que conseguir identificar.


As dicas abaixo servem também para profissionais de outras áreas, que agem de forma autônoma e que estão no início de carreira. Quem tiver interesse em ler mais sobre Marketing Pessoal acesse a postagem: MARKETING PESSOAL – ENFOCANDO O “EU” PRODUTO   publicada neste Blog.


Artur Reis




Gestão de carreira — 22 de outubro de 2012 às 13:26

Foto: Luciano Mello

No mundo dos negócios, uma marca bem estabelecida faz toda a diferença.                                                     Porém, isso não é privilégio das grandes corporações. O fotógrafo, por exemplo, também
pode ter a sua. Mas não se trata apenas de bolar uma logomarca interessante. Para que esta
comunique eficientemente ao público-alvo as credenciais do profissional, é preciso
alguns cuidados.


“Na verdade, o que o fotógrafo deve estabelecer não é apenas uma marca, mas sim um estilo, uma visão única, um 
diferencial ou especialização. A marca deve representar isso de forma que seus futuros clientes associem a marca
a toda uma ideia e personalidade”, destaca o fotógrafo paulista Luciano Mello, 42, autor do blogue Fotobusiness.

Foto: Geisa Caroline
Luciano Mello: uma marca bem construída pode fazer a diferença num mercado competitivo
 (foto: Geisa Caroline)

Para ilustrar a ideia, ele cita duas empresas do ramo, Leica e Canon, que ao longo dos anos souberam associar sua marca
a ideais de qualidade e tradição, no primeiro caso, e tecnologia e inovação, no segundo. “Para o fotógrafo vale a mesma
regra: uma marca deve representar o que o fotógrafo tem de melhor a oferecer e, num mercado tão competitivo, às vezes
uma marca bem construída e que se comunique com seus clientes de forma eficiente pode ser um trunfo e ajudar a
destacar um profissional dentre outros”, diz Luciano.
O especialista fixa como primeiro passo para construir uma boa marca pensar antes no que se pretende comunicar, nos
valores que a marca irá representar. A partir disso, é preciso desenvolver uma série de ações para que a simbologia
adotada seja eficiente.
“A marca não está apenas em um logotipo, está em toda comunicação visual que usamos. Do logotipo às fontes usadas,
as cores e design de nossos cartões e papelaria, tudo tem que fazer sentido para nossos clientes e ser coerente com a
percepção que esperamos que tenham de nosso trabalho”, pontua.
Seguindo essa lógica, você deve acrescentar à sua logo elementos que correspondam ao segmento em que atua: 
“Se trabalhamos com fotografia de casamento, não faz sentido utilizar um símbolo como, por exemplo, uma caveira,
obviamente não seria uma boa ideia. Podem ser utilizados elementos leves que remetam à ideia de união e romantismo”, 
sugere o fotógrafo, que publicou em seu site alguns exemplos bem e malsucedidos de logomarcas de fotógrafos.
Luciano faz questão de frisar que o processo de construção da marca depende de uma sequência de fatores. 
Não existe ação isolada, especialmente no que diz respeito ao posicionamento do profissional em seu mercado. 
Portanto, é imprescindível que o nome por detrás da marca tome certas medidas não apenas para agregar valor a ela,
mas principalmente para não depreciá-la.
Foto: Luciano Mello

Mantenha seu portfolio nas redes sociais coerente com o foco do seu trabalho comercial, recomenda Luciano
O alerta faz todo sentido quando o assunto é divulgação. O mais comum nos dias de hoje é usar as redes sociais para se 
promover e prospectar novos clientes. No entanto, é preciso cautela.
“Uma marca é construída para criar uma percepção em seus clientes sobre uma empresa ou um profissional. No caso dos
fotógrafos, geralmente somos a empresa, então às vezes devemos nos conter no que expomos em redes sociais. Se eu
sou um fotógrafo que trabalha principalmente com retratos de crianças, é importante compreender que o seu público-alvo
tem uma certa expectativa e percepção que você mesmo construiu e estabeleceu. Então, certos comportamentos podem
ser negativos perante esse público”, orienta Luciano.
“Pense numa marca como a Nike patrocinando uma rave ou um festival gastronômico”, ele continua. “Não faria muito
sentido, por isso eles patrocinam esportes e atividades relacionadas a sua essência e ideologia de comunicação. O mesmo
vale para nós: se trabalhamos com fotos de crianças, não seria uma boa ideia ficar publicando fotos de seus ensaios de
nudez, isso não faz sentido para os seus clientes e com certeza iria agir contra o profissional, criando uma percepção
contrária que com certeza seria nociva ao nosso trabalho”.
Por isso, ele recomenda bom senso: “Uma marca é toda a percepção que o seu público tem sobre sua empresa e ser
coerente com a imagem que criamos com base naquilo que acreditamos ter de melhor é o mais importante, pois, como
muitos de nós utilizam os próprios nomes como marca, raramente teremos uma segunda chance. Ninguém quer associar
o nome de forma negativa, por isso bom senso, planejamento e coerência são importantes para manter sua marca da
melhor forma possível”.


Fonte: PhotoChannel

domingo, 14 de outubro de 2012

MARKETING DE SERVIÇOS – DESENCANTANDO CLIENTES E CONSUMIDORES


Por Artur Reis

Superando as expectativas dos clientes
No mundo atual globalizado e altamente competitivo, um dos chavões de marketing mais repetidos e talvez, menos percebidos na prática é o de “Encantar Clientes”.
Muitas empresas incluem em sua Visão ou Missão o seguinte compromisso: superar as expectativas dos clientes. Mas, fica aqui a pergunta no ar: será que estas empresas estão pelos menos conseguindo atender às expectativas dos seus clientes? Será que ao menos estão conseguindo entregar o que prometem ou quanto mais superá-las?
Quando se trata de empresas de serviços, um dos melhores indicadores para medir o seu desempenho junto ao mercado é avaliando o seu índice de reclamações e a forma com a qual essas empresas agem na solução dos problemas. Podemos perceber que os resultados não são tão animadores.
Recentemente pudemos ver a crise que atingiu as empresas de telecomunicações no Brasil. A ANATEL teve que intervir, suspender os serviços e multar as empresas para que pudessem resolver os graves problemas de prestação de serviços.
Vide:

 

Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC
E é na hora de ligar para as empresas de serviços que podemos verificar na prática, como estão a desejar no quesito atendimento e relacionamento com seus clientes.
Quando queremos adquirir um novo serviço, de “TV por assinatura”, “Internet banda larga“, ou mesmo um “Plano de telefonia celular ou fixo”, a facilidade com a qual conseguimos ser rapidamente atendidos chega a impressionar. Contudo, uma vez fisgados, os clientes passam a ter um alto grau de dificuldade para conseguir contatar o serviço de atendimento ao cliente (SAC), seja para resolver um simples problema operacional, ou problemas de erros na fatura.
Para chegar a falar com um atendente que realmente poderá resolver o nosso problema, temos que passar por várias opções de menus, que variam de 1 a 9. E a cada vez que nos deparamos com um desses menus, perde-se não só uma enormidade de tempo, como também nossa paciência.  Fora isso, ao chegarmos finalmente à opção desejada, uma mensagem que soa como uma bomba é transmitida sem parar: "todos os nossos atendentes estão ocupados neste momento, aguarde que em breve você será atendido". Nisso uma “musiquinha” irritante que nos faz ainda mais perder a cabeça, passa a martirizar os nossos ouvidos como uma tortura chinesa.

Exemplo de música de espera


Eu mesmo, já contabilizei mais de 30 minutos para conseguir falar com um atendente ao vivo. Fora, as diversas vezes em que a ligação “caiu” antes que eu conseguisse ser atendido e resolver o meu problema.
Mas, onde está o problema? Será que está no processo de redução de despesas fixas, com o fechamento dos locais para atendimento direto e ao vivo de clientes e usuários? Será que está no atendimento terceirizado, feito por empresas, cujos atendentes são colaboradores sem experiência, que são obrigados a atender centenas de ligações dentro de padrões e limitações impostas?
Ou será que o problema ainda é a falta de mobilização dos clientes e dos usuários brasileiros, que ainda acham que ter acesso ao serviço, por pior que seja é melhor do que nada? Muitos clientes de serviços no Brasil ainda não estão acostumados a reclamar formalmente, ligar para as agências reguladoras, PROCONS, ou fazer valer os seus direitos.


Segue abaixo a lista com alguns setores que apresentam um alto índice de reclamações junto aos PROCONS e outros órgãos de defesa dos consumidores em todo o Brasil:
  • Telefonia móvel e fixa
  • Companhias áreas
  • Planos de saúde
  • Operadoras de cartões de crédito
  • Planos de internet banda larga
  • TV por assinatura
  • Bancos
  • Energia elétrica
  • Varejo de eletrodomésticos e eletrônicos

Conclusão
Ainda estamos numa fase de amadurecimento em termos de oferta de serviço aos clientes e usuários no Brasil. Até pouco tempo atrás, muitos serviços eram estatizados e não se podia escolher. Com o processo de privatização, muitos serviços púbicos passaram a ser operados por diversas empresas, ampliando a oferta, reduzindo o preço final e melhorando o desempenho do setor. Mas, ainda há um grande caminho a ser percorrido não só pelas empresas concessionárias de serviços públicos como pelas empresas privadas de serviços. As empresas ainda estão tão preocupadas em conquistar novos clientes, que deixam a desejar no relacionamento voltado para fidelização dos seus clientes. Talvez porque ainda tenham muitos novos clientes potenciais para serem conquistados.


Com certeza, quando chegarmos ao grau de maturidade no Ciclo de Vida desses mercados, as empresas passarão a cuidar mais e melhor de seus clientes atuais, fazendo tudo para não perdê-los. Da mesma forma que já acontece com muitos produtos de consumo de massa no Brasil, cuja decisão de marca é feita a cada ocasião de compra. Basta um pequeno deslize para que o consumidor opte pelo concorrente. Em geral, esse mercado é mais maduro, com a presença de muitos players, marcas e variedade de produtos e versões de embalagens.
É necessário que os brasileiros passem a atuar mais diretamente na melhoria da qualidade dos serviços ofertados, seja reclamando, seja registrando queixas nos órgãos competentes, seja trocando de fornecedor.

Só assim poderemos nos equiparar em termos padrões de serviços aos países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde os preços de muitos serviços são muito menores e a qualidade muito superior a nossa.
E você também já teve alguma péssima experiência ao tentar falar com um serviço de atendimento ao cliente? Tem alguma empresa que gostaria de elogiar? Deixe aqui o seu comentário.

 Atendimento errado - alguém já passou por isso?